O miscelânia tem o objetivo de colher opiniões, comentários, críticas e sugestões sobre os os temas propostos. Fazendo "jus" ao nome este espaço será de uma mistura total, postaremos tanto assuntos seríssimos quanto assuntos tosquíssimos. Façamos desse espaço uma grande roda de "butiquim". Abraços aos amigos filósofos de boteco.

terça-feira, novembro 28, 2006

Governo falido, previdência falida, povo sofrido



O presidente Lula já disse que não aceita uma reforma da Previdência Social que mude as atuais regras de aposentadoria do funcionalismo e do setor privado. A resistência maior do presidente diz respeito à imposição de idade limite para o benefício e não mais os anos de contribuição. A avaliação do governo para este pensamento é simples (e ridícula): reforma com tal magnitude não passa no Congresso e acabará prejudicando a tramitação das reformas política e tributária. Por outro lado, no entanto, ao abrir a reunião do Diretório Nacional do PT, na semana passada, o presidente reconheceu as dificuldades da Previdência e disse: "Nós sabemos que o rombo não pode continuar como está".
O presidente Lula disse que a intervenção na Previdência se resume a um "choque concentrado de gestão", como ele mesmo disse, composto por rigoroso controle de fraudes. Porém, há um ponto essencial neste debate: um choque de gestão é suficiente? É preciso reconhecer que há uma interminável "guerra de números" na avaliação deste déficit. É difícil avaliar exatamente como um choque de gestão produzirá uma economia de R$ 50 bilhões, até 2010. Os números oficiais indicam que o déficit do sistema previdenciário será de R$ 40 bilhões só neste ano e choque de gestão o Ministério da Previdência Social já fez, gerando nos dez primeiros meses deste ano uma economia de R$ 5,4 bilhões, principalmente com o combate às fraudes. A base desse combate é o Censo Previdenciário, o que significa que no próximo ano tal economia não se repetirá, porque as fraudes maiores já foram detectadas.
Ai, ai, ai Lulinha acorda pra vida e tenha objetivos sociais nessas sua cabeça. Dê prioridades aos menos favorecidos.