Governo falido, previdência falida, povo sofrido

O presidente Lula já disse que não aceita uma reforma da Previdência Social que mude as atuais regras de aposentadoria do funcionalismo e do setor privado. A resistência maior do presidente diz respeito à imposição de idade limite para o benefício e não mais os anos de contribuição. A avaliação do governo para este pensamento é simples (e ridícula): reforma com tal magnitude não passa no Congresso e acabará prejudicando a tramitação das reformas política e tributária. Por outro lado, no entanto, ao abrir a reunião do Diretório Nacional do PT, na semana passada, o presidente reconheceu as dificuldades da Previdência e disse: "Nós sabemos que o rombo não pode continuar como está".
O presidente Lula disse que a intervenção na Previdência se resume a um "choque concentrado de gestão", como ele mesmo disse, composto por rigoroso controle de fraudes. Porém, há um ponto essencial neste debate: um choque de gestão é suficiente? É preciso reconhecer que há uma interminável "guerra de números" na avaliação deste déficit. É difícil avaliar exatamente como um choque de gestão produzirá uma economia de R$ 50 bilhões, até 2010. Os números oficiais indicam que o déficit do sistema previdenciário será de R$ 40 bilhões só neste ano e choque de gestão o Ministério da Previdência Social já fez, gerando nos dez primeiros meses deste ano uma economia de R$ 5,4 bilhões, principalmente com o combate às fraudes. A base desse combate é o Censo Previdenciário, o que significa que no próximo ano tal economia não se repetirá, porque as fraudes maiores já foram detectadas.
Ai, ai, ai Lulinha acorda pra vida e tenha objetivos sociais nessas sua cabeça. Dê prioridades aos menos favorecidos.

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